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Programa Aldeia Global

o mundo da música em sua casa!

Esta é a home page do programa Aldeia Global, espaço dedicado à divulgação da música de todos os povos do mundo!
Este aqui é o lugar certo para quem quer saber o que se ouve nas longínquas estepes da Mongólia, ou nas periferias da África do Sul... Ou, quem sabe até mesmo para quem quer ouvir as vozes mais lindas do continente asiático, africano ou europeu. Amigo, você achou o lugar certo! Esta aqui é a casa de todos os povos do planeta!
Na condução está Marcelo Vieira, um curioso pelas culturas exóticas, fascinado pelo diferente, e amante da cultura grega, entre outras coisas.
Junte-se a ele nesta viagem!Separador

onde e como ouvir?

RUC FMRUC FM 94,3 - Maringá (PR)
Segunda: 22h
Quarta: 04:05h
Quinta: 02:05h
Domingo: 14h

 

UEM FMUEM FM 106,9 - Maringá (PR)
Terça: 21h
Quinta: 13h

o apresentador

Marcelo Vieira, apresentador

Marcelo Vieira está à frente do Aldeia Global desde o ano de 2007

Sona Jobarteh: a kora em mãos femininas

Sona JobartehFasiya é diferente de qualquer outro álbum dedicado à kora. Sona Jobarteh é a primeira mulher virtuose da kora a vir de uma família jeli (griot) da África Ocidental, quebrando o domínio tradicional masculino na arte da kora na África Ocidental. Vindo de uma longa linhagem hereditária de músicos e da família jeli Jobarteh do oeste da África, ela é prima do mestre da kora Toumani Diabate e neta do jeli Amadu Bansang Jobarteh. Em destaque no álbum estão os músicos renomados do oeste africano, como Juldeh Camara. Nascido em Londres, Sona Jobarteh traz-nos um álbum que é cheio de calor, graça e paixão.
O álbum abre com "Jarabi", uma canção sobre o amor. Jobarteh traz esta peça tradicional da kora para o reino da música popular, incorporando a kora com uma guitarra elétrica, bateria e uma muted guitar, enquanto os emotivos vocais Malinke de Jobarteh, o djimbe e o Karinyan, certificam que este popular álbum de kora permanece tradicional em sua essência.
Fasiya não é apenas kora. Na faixa "Saya", Jobarteh canta apaixonadamente com seu violão, enquanto a flauta Fulani elegantemente o acompanha. A canção é sobre a perda e desaparecimento, que não são apenas mostradas através da voz de Jobarteh, mas também através dos instrumentos. "Musow" (Mulher) é ainda uma outra faixa que passa longe da kora, destacando o tambor sabar, o djembe e o violão. É uma faixa poderosa sobre a luta das mulheres no Senegal, Gâmbia, Guiné e Burkina Faso, encourajando-as a continuarem a lutar e nunca desistirem. É uma pena que a kora não é usada nesta faixa, o que teria deixado este álbum ainda mais poderoso - ao abordar questões de gênero enquanto se utiliza um instrumento de dominação masculina. Apesar disso, "Musow" é uma faixa emocional e um dos destaques do álbum.
Jobarteh continua a tratar de questões sociais em todo o álbum Fasiya, por exemplo, com a faixa "Fatafina" (África), onde ela incita as crianças da África a se unirem. "O futuro está agora em suas mãos", ela canta na língua mandinga "o que vamos construir para os nossos descendentes?" Outro destaque do álbum é "Mamake" (avô), que novamente passa longe da kora. Usando vocais, guitarras, cabaça, baixo e percussão, Jobarteh apaixonadamente dedica a canção a Amadu Bansang Jobarteh, "Apesar de você ter-se ido, a sua mestria griot continua a inspirar-nos até hoje." Outra faixa chave é "Gainaako", uma faixa acústica com Juldeh Camara no riti (espécie de rabeca africana). Longe do kora, mais uma vez, Jobarteh canta na língua fula: "O que todo fula mais deseja é a honra". O resultado global é uma bela e tradicional e única faixa.
Os instrumentos mais tradicionais estão em destaque no álbum, como o balafon em "Suma" (Tristeza) e os dunduns em "Fasiya" (Património), a faixa de encerramento do álbum, onde as letras Malinke abordam descendentes de Touramagan, um chefe guerreiro do exécito mande.
A voz de Jobartehs é emotiva durante todo o álbum, deixando clara aos ouvintes a sua herança. De letras poderosas abordando questões sociais a narrativas da tradição, Fasiya não é "apenas mais um álbum de kora tradicional". Ele representa onde está situada a kora hoje na diáspora africana, ao mesmo tempo respeitando a tradição. As canções se desviam um pouco do instrumento, permitindo brilhar outros dotes instrumentais de Jobarteh.

 

Contribuição de Louise Ungless para www.afropop.org

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